Como funcionam os radares e outros aparelhos de
fiscalização eletrônica?
Com o aumento do número de acidentes de
trânsito no Brasil nos últimos anos — resultado de uma combinação explosiva de
infraestrutura viária precária e saturada, falta de preparo dos novos condutores
e, claro, irresponsabilidade de motoristas — a fiscalização eletrônica se
tornou um recurso fácil (e rentável) de monitorar as ruas, estradas e avenidas
de todo o Brasil. Mas você já se perguntou como eles funcionam?
Eles têm nomes diversos, dependendo do
lugar: pardal, radar, caetano, caça-níqueis e afins. Mas a verdade é que muita
gente chama os fiscalizadores de velocidade de radares de uma forma
indiscriminada. Radares são só os sistemas móveis, como as pistolas e os equipamentos
colocados em tripés à beira da pista ou nas viaturas. Os sistemas fixos não
usam radar, e sim sensores eletromagnéticos instalados na pista. A seguir,
explicamos como eles funcionam.
Radares móveis
Diferentemente do que muita gente imagina,
“radar” também não é o nome do equipamento e sim da tecnologia que o aparelho
usa. Radar é a sigla em inglês para “Radio Detection And Ranging”, algo como
“detecção e variação (de distância) por rádio”. Os radares tipo pistola usam o
efeito Doppler para fazer essa detecção – se você faltou nas aulas de física, o
efeito Doppler é aquele “deforma” as ondas emitidas ou refletidas por um
corpo em movimento. Quando ele se aproxima do observador, a frequência aumenta,
e quando ele se afasta, ela diminui. Já reparou como a buzina do caminhão tem
uma variação tonal quando ele passa em alta velocidade por você? É exatamente
isso.
Para medir a velocidade usando o efeito
Doppler, o radar tipo pistola usa um transmissor e um receptor de ondas de
rádio. Ao ser acionado, ele emite o sinal em direção ao veículo. Ao “atingir” o
carro, o sinal é refletido com frequência alterada e
capturado pelo receptor da pistola. A partir desta diferença da
frequência enviada para a frequência recebida é possível calcular a
velocidade do carro. A pistola é equipada com um sensor fotográfico que é
ativado de acordo com a programação da velocidade máxima. Caso a velocidade
medida seja superior ao limite programado, a câmera é disparada e fotografa o
infrator. Para funcionar corretamente, o radar tipo pistola precisa estar
imóvel, ou medirá somente o diferencial de velocidade entre o aparelho e o
objeto-alvo. Ele também só funciona se estiver apontado para o seu carro, ou
seja: só monitora um carro por vez.
Outro tipo de radar “móvel” é aquele montado
em tripés, geralmente próximo à viatura policial ou no acostamento. Apesar de
ter o mesmo nome, ele funciona com outro tipo de reflexão: o aparelho dispara
uma micro-onda em um ângulo de 20 graus em direção ao solo. Quando um carro
passa pela área coberta, o sinal é interrompido brevemente. Esse tempo de
interrupção é usado pelo aparelho para calcular a velocidade. Tal como a
pistola, se a velocidade medida for maior que o limite programado, a câmera
integrada ao aparelho dispara automaticamente e saca uma foto do carro. Embora
seja capaz de monitorar até três faixas de trânsito, ele só consegue fotografar
um carro por vez.
Agora, você deve ter ouvido falar de novos
radares que conseguem medir a velocidade a até 2,5 km de distância. Esse
equipamento não é exatamente um radar, e sim um LiDAR, que é um radar que usa
sinais luminosos, e não de rádio. O funcionamento é praticamente o mesmo,
substituindo ondas laser pelos sinais de rádio. O operador da pistola
dispara o laser, que ativa um cronômetro. Quando o sinal é refletido pelo
objeto e capturado pela pistola, ele desativa a contagem de tempo e calcula a
variação de distância naquele intervalo de tempo, que é exatamente o conceito
de velocidade. A principal vantagem do LiDAR é que os sinais são emitidos
com intervalos de 100 a 600 milissegundos, o que torna impossível driblar a
detecção freando o carro, por exemplo.
Detectores fixos
Sim, estamos chamando os “pardais” de
detectores, pois de radar eles não têm nada. Para capturar a velocidade ele usa
sensores eletromagnéticos e a interrupção do sinal para calcular a velocidade.
Já reparou que, perto de cada “pardal”,
existem riscos no asfalto? Esses recortes são os locais onde os sensores são
instalados. Há no mínimo dois, mas o padrão é haver três deles no piso. Os
sensores produzem um campo eletromagnético contínuo que é afetado quando um
carro passa por eles.
Ao passar pelo primeiro sensor, ele
emite um sinal para um computador cuja programação é baseada na distância
exata entre um sensor e os demais. Assim que as rodas passam pelo segundo
sensor, o programa mede o tempo que o carro levou para ir de um
sensor ao outro e com isso calcula a velocidade. O terceiro sensor serve
para confirmar a medição inicial e, caso esteja acima do limite, também dispara
a câmera integrada ao sistema. Ela fotografa o veículo e envia os à
central de trânsito por meio de um modem celular. As imagens são criptografadas
com data, hora, velocidade e local da infração.
As lombadas eletrônicas funcionam da mesma
forma, mas acrescentam ao sistema um painel numérico para exibir a velocidade
do carro. Outro tipo de fiscalização baseado em eletromagnetismo são os
sensores de avanço de sinal. Quando a luz vermelha está acesa, ela envia o
sinal elétrico para criar o campo magnético. Se um carro interromper o sinal, a
câmera dispara.
Agora, se você já passou por uma lombada
eletrônica e não teve sua velocidade registrada, isso provavelmente aconteceu
por que a velocidade calculada pelos primeiros sensores foi diferente da
velocidade calculada pelo último sensor — acontece quando você freia ou acelera
entre os sensores. Também é por isso que, muitas vezes, quem freia logo em
cima do radar consegue escapar do registro das infrações.
Por último, se você está se perguntando se
é possível driblar os sistemas de fiscalização eletrônica, bem… até é possível
e nós explicamos neste post. Só não pense que
será fácil.
Fonte: http://www.flatout.com.br/
Autores: GUSTAVO HENRIQUE RUFFO E LEONARDO CONTESINI
COMO ACIONAR O SOCORRO EM CASO DE ACIDENTE DE TRÂNSITO?
Quanto mais cedo chegar um socorro profissional, melhor para as vítimas de um acidente. Solicite um, o mais rápido possível.
Hoje, em grande parte do Brasil, podemos contar com serviços de atendimento a emergências. O chamado Resgate, ligado aos Corpos de Bombeiros, os SAMUs, os atendimentos das próprias rodovias ou outros tipos de socorro recebem chamados por telefone, fazem uma triagem prévia e enviam equipes treinadas em ambulâncias equipadas. No próprio local, após uma primeira avaliação, os feridos são atendidos emergencialmente para, em seguida, serem transferidos a hospitais.
São serviços gratuitos, que têm, em muitos casos, números de telefone padronizados em todo o Brasil. Use o seu celular, o de outra pessoa, os telefones dos acostamentos das rodovias, os telefones públicos ou peça para alguém que esteja passando pelo local que vá a um telefone ou a um posto rodoviário acionar rapidamente o socorro.
A seguir estão listados os telefones de emergência mais comuns.
Serviços e telefones/Quando acionar
Resgate do Corpo de Bombeiros - Fone 193 - Quando acionar:
• Vítimas presas nas ferragens.
• Qualquer perigo identificado como fogo, fumaça, faíscas, vazamento de substâncias, gases, líquidos, combustíveis ou ainda locais instáveis como ribanceiras, muros caídos, valas, etc. Em algumas regiões do País, o Resgate-193 é utilizado para todo tipo de emergência relacionado à saúde. Em outras, é utilizado prioritariamente para qualquer emergência em via pública.
O Resgate pode acionar outros serviços quando existirem e se houver necessidade.
Procure saber se existe e como funciona o Resgate em sua região.
SAMU Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – Fone 192 - Quando acionar:
• Qualquer tipo de acidente.
• Mal súbito em via pública ou rodovia.
O SAMU foi idealizado para atender a qualquer tipo de emergência relacionado à saúde, incluindo acidentes de trânsito. Pode ser acionado também para socorrer pessoas que passam mal dentro dos veículos. O SAMU pode acionar o serviço de Resgate ou outros, se houver necessidade.
Procure saber se existe e como funciona o SAMU em sua região
Polícia Militar - Fone 190 - Quando acionar:
• Sempre que ocorrer uma emergência em locais sem serviços próprios de socorro.
Acidentes nas localidades que não possuem um sistema de emergência podem contar com apoio da Polícia Militar local. Esses profissionais, ainda que sem os equipamentos e materiais necessários para o atendimento e transporte de uma vítima, são as únicas opções nesses casos.
Rodovias Federais ou Estaduais: Telefones variáveis
Quando acionar:
• Sempre que ocorrer qualquer emergência nas rodovias.
Todas as rodovias devem divulgar o número do telefone a ser chamado em caso de emergência. Pode ser da Polícia Rodoviária Federal, Estadual, do serviço de uma concessionária ou do serviço público próprio. Esses serviços não possuem um número único de telefone, mudam de uma rodovia a outra.
Muitas rodovias dispõem de telefones de emergência nos acostamentos, geralmente (mas nem sempre) dispostos a cada quilômetro. Nesses telefones é só retirar o fone do gancho, aguardar o atendimento e prestar as informações solicitadas pelo atendente.
O Serviço de Atendimento ao Usuário-SAU é obrigatório nas rodovias administradas por concessionárias. Executa procedimentos de resgate, lida com riscos potenciais e realiza atendimento às vítimas. Seus telefones geralmente iniciam com 0800. Mantenha sempre atualizado o número dos telefones das rodovias que Você utiliza. Anote o número da emergência logo que entrar na estrada. Regrinha eficiente para quem utiliza celular é deixar registrado no aparelho, pronto para ser usado, o número da emergência.
Não confie na memória.
Procure saber como acionar o atendimento nas rodovias que Você utiliza.
Outros recursos existentes na comunidade
Algumas localidades ou regiões possuem serviços distintos dos citados acima. Muitas vezes não têm responsabilidade de dar atendimento, mas o fazem. Podem ser ambulâncias de hospitais, de serviços privados, de empresas, de grupos particulares ou ainda voluntários que, acionados por telefones específicos, podem ser os únicos recursos disponíveis.
Se Você circula habitualmente por áreas que não contam com nenhum serviço de socorro, procure saber ou pensar antecipadamente como conseguir auxílio caso venha a sofrer um acidente.
VOCÊ PODE MELHORAR O SOCORRO, PELO TELEFONE
Mesmo com toda a urgência de atender ao acidente, os atendentes do chamado de socorro vão fazer algumas perguntas a Você. São perguntas para orientar a equipe, informações que vão ajudar a prestar o socorro mais adequado e eficiente. À medida do possível, ao chamar o socorro, tenha respostas para as seguintes perguntas:
• Tipo do acidente (carro, motocicleta, colisão, atropelamento etc.);
• Gravidade aparente do acidente;
• Nome da rua e número próximo;
• Número aproximado de vítimas envolvidas;
• Pessoas presas nas ferragens;
• Vazamento de combustível ou produtos químicos;
• Ônibus ou caminhões envolvidos.
Fonte: www.anfavea.com.br/documentos/capitulo5seguranca.pdf
COMO SE MANTER CALMO DURANTE UM CONFLITO NO TRÂNSITO
De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito, se você vai e volta do trabalho dirigindo todos os dias, é provável que você passe pelo menos uma hora de cada dia dentro do seu carro. E às vezes, passar tempo demais dentro do carro pode transformar o seu ser calmo e tranquilo e te transformar em um touro furioso de hipocrisia. Ainda assim, se manter calmo durante um episódio de raiva no trânsito, esteja ela sendo direcionada a você ou crescendo dentro de você, é vital para se manter focado, minimizando seu nível de stress e sair da situação sem maiores problemas.
A raiva no trânsito envolve comportamentos como gestos e provocações obscenas, gritar, xingar e colar no carro da frente. Também pode envolver sair do carro e ir até o outro para gritar e xingar o outro motorista. Em alguns casos pode-se ocorrer violência física, algo que você definitivamente quer evitar que aconteça, então este artigo é direcionado ao primeiro conjunto de comportamentos e se manter calmo, para evitar que o conflito se torne físico ou que você acabe sendo seguido pelo motorista afetado pela raiva no trânsito ou vítima dela.
Método 1: Conflitos no trânsito causados por outras pessoas
1 - Considere o motivo pelo qual as outras pessoas estão mostrando sinais de raiva em sua direção, como mostrar o dedo do meio. Você os está cortando, acelerando quando eles precisam passar, ou indo devagar demais na faixa mais rápida? Se não é a sua direção, talvez você tenha um adesivo na traseira que possa provocar alguém? Obviamente, existem muitas outras razões para a conduta irritada dos outros motoristas, mas se você está de alguma forma contribuindo, é bom saber para que você possa tentar mudar o seu comportamento que possa estar provocando isso.
2 - Entenda que a pessoa nervosa no trânsito também é humana. Assim como você, essa pessoa dirige diariamente. Assim como você, essa pessoa passa por diversas situações durante o dia. Assim como você, essa pessoa odeia engarrafamentos, o barulho e respirar a fumaça dos carros. E assim como você, essa pessoa não é sempre perfeita. No entanto, talvez não como você, essa pessoa pode ter acabado de passar por uma situação extrema que a tenha feito se comportar mal no trânsito dessa vez. Por exemplo, para alguns motoristas a estrada trás a tona seus impulsos mais primitivos e os fazem ver o trânsito como um tipo de competição ou jogo de poder, no qual eles precisam provar para os outros que eles estão no controle e que você simplesmente está no caminho ou não joga pelas regras “deles”. Isso não justifica o comportamento deles de forma alguma, mas te ajuda a perceber que os processos de pensamento dessas pessoas estão provavelmente com um parafuso a menos. O que é mais um motivo para você se manter o mais calmo possível, para que possa reagir com clareza e lembrar que eles também são pessoas. A maioria dos motivos que podem ter causado o mal comportamento na estrada podem envolver elementos de irracionalidade ou pessoais que você deve ter cuidado para não provocar mais ainda. Motivos podem incluir:
• Cansaço;
• Ter um péssimo dia;
• Drogas ou Álcool;
• Passageiros no carro estarem incomodando ou o deixando nervoso;
• Raiva com a vida no geral;
• Medos ou ansiedade de dirigir ou de simplesmente estar no tráfego;
• Necessidade urgente de estar em algum lugar.
3 - Reduza a velocidade, mude de faixa e os deixe passar. A maioria das pessoas que estão nervosas tem pressa de chegar a algum lugar (mesmo que não seja importante, parece que é para eles) e se convencem de que você está atrapalhando. Trace como meta evitar qualquer contato, o mais longe e mais rápido eles estiverem longe de você, melhor. Se necessário, troque sua rota para evitar mais contato. Você estará mais calmo quando chegar á seu destino.
4 - Use humor para desviar a raiva. Quando alguém te mostrar o dedo do meio e você quer continuar calmo, finja que estão dizendo que você é o número um. Ou simplesmente ria dos gestos e xingamentos obscenos. Imagine essas pessoas como peixinhos dourados presos em um tanque, abrindo e fechando a boca.
5 - Foque seu pensamento em quando você vai estar fora do tráfego e longe desse comportamento irritante. Pense no que você vai fazer quando chegar em casa. Um banho relaxante, pular na cama, ler um livro, etc. Pense nas suas crianças, sua família ou seus amigos e o tempo que vocês vão passar juntos daqui a pouco.
6 - Ignore o comportamento nervoso no trânsito. Aja como se eles tivessem xingado ou gritado o carro ao seu lado ou atrás de você. Apenas olhe para a frente, ignorando.
7 - Ligue o rádio na sua estação favorita. Cante junto com a música para manter sua mente longe do tráfego da hora do rush, não tenha medo de colocar o volume lá em cima. Ou então, escolha uma música que você ache relaxante, ao invés de animada. De qualquer forma, você deve criar uma bolha entre você e o fanfarrão mal educado mostrando o dedo no outro carro.
Como alternativa, conecta seu iPod e ouça um podcast que você está querendo ouvir, ou ouça um audiobook.
Método 2: Acalmando-se após você ter iniciado o conflito no trânsito
1 - Confronte a si mesmo por ter se comportado indevidamente no trânsito. Enquanto não é legal admitir que você se deixa levar por momentos de animosidade e gestos rudes enquanto dirige, se você o fizer, é importante que você reconheça para poder fazer algo sobre isso. Sinais de que você está participando de confrontos no trânsito incluem:
• Olhares feios pelo espelho do carro.
• Resmungar e reclamar.
• Soltar xingamentos e insultos verbais, talvez até mexendo seus braços.
• Colar no carro da frente.
• Sentir raiva dos outros motoristas.
2 - Esteja ciente de como seu sistema fisiológico responde quando você sente raiva, ódio ou irritação ao pensar que “seus” direitos estão sendo ignorados. Suas respostas corporais quando você se vê em perigo ou nervoso incluem um pulo em sua taxa respiratória, um aumento em seus batimentos cardíacos, aumento de pressão e uma dose de adrenalina, cortisol e outros hormônios induzidos pelo estresse. Acontecendo de forma infrequente, são coisas das quais você pode se recuperar. Porém, quando você experimenta essas reações frequentemente, você começa a colocar sua saúde em perigo, incluindo estresse elevado, problemas de coração, hipertensão e imunidade reduzida causada por estresse.
3 - Use técnicas de respiração para se acalmar. Respirar fundo pelo seu diafragma é essencial para se acalmar e relaxar. Respirar fundo te ajuda a diminuir as reações mencionadas no passo anterior, incluindo diminuir seus batimentos cardíacos e a pressão sanguínea. Você deve começar a perceber uma caída nos níveis de suor também. Se acostumar a respirar fundo toda vez que algo irritante acontece enquanto você dirige pode te ajudar a se manter calmo. Respire fundo quando alguém te cortar ou quando estiverem dirigindo muito devagar na sua frente. Respire fundo quando alguém faz uma curva inesperada. Toda vez que algo acontecer com o potencial para aumentar sua raiva, respire fundo.
4 - Ponha seu perfeccionismo para fora da janela e jogue fora. É a “sua” percepção de que você é o melhor motorista, não a deles. Sem dúvida eles acham que você é quem é o péssimo motorista. A realidade está provavelmente em algum lugar entre os dois. Entretanto, todos estão definitivamente propensos a cometer erros uma hora ou outra, e alguns desses erros vão se manifestar na estrada. Você é adulto o suficiente para admitir que o erro deles, enquanto infeliz, é algo que você poderia facilmente ter cometido também?
5 - Pense na outra pessoa como um humano. Como discutido na sessão acima, quando você humaniza a pessoa que te irritou, você para de vê-lo como uma fortaleza impenetrável de irritação e começa a enxergar que ele está tão vulnerável, cansado, incomodado com o trânsito e com vontade de chegar em casa quanto você.
As pessoas dentro dos carros a sua volta são mães e pais, irmãos, filhos e filhas, sobrinhos, tios e tias, chefes e colegas. Eles possuem as mesmas esperanças, medos e desejos que você. Alguns deles estão talvez até menos concentrados do que o normal e cometeram um erro, mas você é tão perfeito que possui o direito de julgá-los?
6 - Coloque fotos no seu painel para se lembrar de quem ou quê realmente importa. Uma foto de sua esposa, filhos, amigos ou um animal de estimação pode te manter centrado quando começar a sentir raiva de outro motorista na estrada. Olhe para esta foto respirando fundo, para ajudar a registrar o que realmente importa e o porquê é importante que você se mantenha calmo.
7 - Apenas mostre o sinal da paz para o motorista irritado e sorria. Isso geralmente desfaz a situação. Se não, continue seguindo os passos e tente encontrar uma maneira de sair caso a situação se eleve para algo perigoso.
Dicas
• Se o motorista irritado começar a te seguir ou jogar algo em seu carro, fique calmo. Chame a polícia local ou a patrulha da estrada. Tente lembrar-se da descrição do carro, do motorista e se possível o número da placa para informar à polícia. Vá para a estação policial ou área povoada mais próxima. No caminho, dirija calmamente e, se possível, faça pelo menos quatro curvas a direita (ou esquerda se você estiver na Inglaterra, Nova Zelândia, Austrália, Irlanda ou África do Sul). Seu perseguidor provavelmente desistirá, já que você está andando em círculos.
• Seja a pessoa madura nesta situação
• Se eles buzinaram ou gritaram com você por um bom motivo (mesmo que tenha sido um erro), peça desculpas. Isso pode lembra-los que você é só um humano, e não está lá somente para irritá-los.
• A psicologia moderna mostrou que os pensamentos sobre uma situação diversas vezes precedem a forma nos sentimos em relação a ela. Entretanto, no calor do momento, esses pensamentos, ou cognições, não são sempre racionais ou mesmo conscientes. Mas as consequências emocionais e comportamentais desses pensamentos com certeza são. A boa notícia é que tais pensamentos irracionais podem ser substituídos por pensamentos mais racionais, melhorando profundamente como nós nos sentimos e reagimos automaticamente em certas situações previamente carregadas emocionalmente. Confira um bom livro de autoajuda sobre terapia de comportamento cognitivo.
• Sempre utilize o pensamento prévio, imagine-se em situações que você consideraria “fatores de risco” e como você agiria antes de se encontrar de fato nessas situações.
• Lembre-se de que é só um dedo ou um insulto ou dois. O dedo é para covardes que não dizem o que sentem. Os insultos verbais são para pessoas cheias de raiva que tem medo ou são arrogantes demais para encontrar ajuda e administrar seus sentimentos. Sinta solidariedade ao invés de sua raiva no mesmo nível da deles.
• Lembre-se: Qualquer um que mostre o dedo ou fica furioso no tráfego tem problemas. Não tem nada a ver com você. Eles merecem sua solidariedade já que há algo errado com eles.
Avisos
• Se há crianças no carro, tente evitar palavrões e ações rudes. Lembre-se, eles se lembrarão disso e irão repetir.
• Tente se manter calmo, não importa o que aconteça.
• Não se coloque para fora da janela do carro, jogue itens ou buzine – isso só causara mais problemas. Ao invés de uma, você terá algumas pessoas nervosas olhando para você.
• Fique de olho na estrada. Olhar para o lado durante um segundo é tudo o que precisa para que ocorra um acidente.
• Resista a vontade de responder motoristas nervosos. Um aceno ou um beijo soprado – ou mesmo um sorriso sincero – podem ser entendidos como sarcasmo ou chacota e podem facilmente provocar ou enraivecer mais ainda uma pessoa. Você se torna um combatente, não uma vítima, no momento em que você começa a interagir com a outra pessoa, então não o faça.
Materiais Necessários
• Música relaxante ou áudio books;
• Fotos de pessoas amadas ou lugares queridos;
• Ar condicionado se estiver calor, aquecedor se estiver congelando (manter a temperatura certa pode ajudar a manter seu temperamento intacto);
• Um GPS para te ajudar a encontrar as rotas mais fáceis e seguras entre os destinos.
Sobre o Artigo Noutras línguas:
English: Stay Calm During Road Rage, Español: mantenerse calmado durante los momentos de violencia vial, Русский: сохранять спокойствие во время эпизодов дорожного гнева, Italiano: Restare Calmi al Volante
Fonte: pt.wikihow.com/se-Manter-Calmo-Durante-um-Conflito-no-Tr%C3%A2nsito
EM CASO DE ACIDENTE DE CARRO, O QUE FAZER?

19/02/2016
Chame a polícia militar
Chame a polícia militar
A primeira providência a se tomar em caso de batida é chamar a Polícia Militar para fazer o Boletim de ocorrência do Acidente de Trânsito.
Este documento é o que comprova legalmente o acidente, fundamental em caso de processos judiciais, assim como para ser apresentado junto a seguradoras de veículos.
Na maioria dos estados brasileiros, já é possível registrar um Boletim de Ocorrência de Acidente de forma eletrônica, ou seja, por um canal da internet.
Seja um acidente sem vítimas ou com vítimas é importante estar de posse de um Boletim de ocorrência.
Nunca fuja do local. Isto só irá agravar sua situação.
Acidente de carro sem vítimas – o que fazer
Caso você não seja o culpado, anote a placa do carro assim como marca do veículo.
Com seu telefone celular, tire fotos com detalhes da batida.
Detalhes do acidente, localização dos carros na rua, detalhes da situação do trânsito, placas sinalizadoras, pessoas envolvidas.
Feito isto, não deixe os carros obstruindo o trânsito, pois poderá incorrer em infração grave com multa.
Se possível, retire o seu carro da via de circulação, para aguardar com calma a chegada da polícia militar.
Em algumas situações a Polícia Militar pode solicitar que os motoristas envolvidos se dirijam ao Posto mais próximo para registrar o acontecido.
Acidente de carro com vítimas – o que fazer
Se houver vítimas, é preciso fazer uma perícia do local.
Será necessário ligar também para o Corpo de Bombeiros.
Enquanto o socorro não chega, deve-se evitar mexer nas pessoas feridas para não agravar as possíveis lesões.
Os veículos devem ficar no local onde houve o acidente.
Ligue o pisca alerta e coloque o triângulo em distância segura para avisar aos motoristas de um impedimento da pista.
Mesmo que haja acordo entre os envolvidos na batida, um inquérito policial será aberto para averiguar de quem foi a culpa, para subsidiar um eventual processo criminal.
Acordos entre motoristas
Muitas vezes, os motoristas preferem fazer um acordo informal antes da chegada da polícia, mas há um risco.
Se, depois, uma das partes decidir não cumprir o trato, o outro não tem como provar que aconteceu a batida e sai no prejuízo.
Mesmo se todos os ocupantes dos carros estiverem bem, procure testemunhas.
Se o outro envolvido não quiser encontrar uma solução amigável para o conserto dos veículos, as testemunhas podem ser fundamentais para uma briga na Justiça e indenização.
Se o outro envolvido não quiser encontrar uma solução amigável para o conserto dos veículos, as testemunhas podem ser fundamentais para uma briga na Justiça e indenização.
Entre em contato com a empresa seguradora
Para quem tem veículo com seguro, outra providência que deve ser tomada é entrar em contato com a empresa seguradora.
Os atendentes vão orientar qual o procedimento a tomar e, se necessário, vão providenciar o serviço de reboque para resgatar o automóvel.
É necessário conhecer qual o tipo do seu seguro e quais os danos cobertos pelo seu plano.
Se, além do seu próprio carro, você está coberto por danos materiais e pessoais de terceiros, e qual o valor.
Poder ser que o seguro cubra somente parte dos danos de um e de outro.
Estar com o IPVA atrasado ou a carteira de habilitação vencida no momento da batida não costuma dar problema para o uso do seguro, mas são infrações passíveis de multa e até apreensão do veículo pela polícia.
Se, após a batida, o carro ficar irrecuperável, é importante que o proprietário, ou a seguradora, dê baixa no Detran do registro do veículo na base de dados estadual e na Base Índice Nacional (BIN).
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